Tenho um nó na garganta
do tamanho de uma árvore
semeada desde a tenra infância
a cada choro engolido
a cada grito recebido
a cada ato descompensado seu
E ela cresceu
raspando seus galhos pontiagudos
em minha garganta
A boca fechada garante que dentro ela fique
De vez em quando uma flor pula
para fora
voa
destemida
ousada
imaculada
Por vezes um fruto amargo se lança
atinge
agride
despeja sementes que semeiam
Mais frutos que não podem ser comidos
São dispensados
Ignorados
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